Tratamento

Pilares: medicação, reabilitação contínua e, em casos selecionados, terapias avançadas. Decisões são individualizadas.

Levodopa

É a terapia mais eficaz para sintomas motores. As doses e intervalos são personalizados, equilibrando controle de rigidez/lentidão/tremor e efeitos adversos (náuseas, sonolência, hipotensão, discinesias). Orientação sobre horários e registro de períodos “on/off” facilita ajustes precisos.

Associações

Agonistas dopaminérgicos, IMAO-B, ICOMT e amantadina podem ser usados conforme estágio e perfil clínico, buscando maior estabilidade ao longo do dia. Revisões periódicas ajustam combinações e minimizam efeitos indesejáveis.

Reabilitação contínua

Fisioterapia (marcha, viradas, equilíbrio e força), fonoaudiologia (voz e deglutição) e terapia ocupacional (AVDs, adaptações e tecnologia assistiva) mantêm autonomia e segurança. Envolvimento de cuidadores aumenta adesão e resultados.

Reabilitação em prática

Fisioterapia

Treinos de marcha com cues visuais/auditivos, prática segura de viradas, exercícios de equilíbrio e progressão de força e capacidade aeróbica. Objetivo: reduzir risco de quedas e ampliar a confiança para atividades fora de casa.

Fonoaudiologia

Exercícios para voz (projeção e clareza) e intervenções para deglutição segura (postura, ritmo e consistência quando indicado). Menos engasgos significam mais segurança e socialização.

Terapia Ocupacional

Adaptações de ambiente e tarefas, planejamento de rotinas, conservação de energia e uso de tecnologias de apoio (organizadores de medicamentos, lembretes). Foque no que importa ao paciente.

Terapias avançadas: Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

O que é e para quem

DBS implanta eletrodos em alvos profundos (como STN/GPi), conectados a um gerador sob a pele. É discutida quando há flutuações motoras e/ou discinesias relevantes apesar de tratamento otimizado, com boa resposta prévia à levodopa e avaliação multidisciplinar.

Objetivo: controlar melhor tremor, rigidez e lentidão, tornando o dia mais previsível. Não interrompe a progressão da doença.

Benefícios, riscos e dispositivos

Quando bem indicada, pode reduzir necessidade de medicação em muitos casos e melhorar estabilidade dos sintomas. Riscos incluem infecção, sangramento e efeitos de estimulação. Sistemas recarregáveis têm maior longevidade, exigindo recargas periódicas; os não recarregáveis são trocados mais cedo, sem rotina de recarga.

⬇️ Cartilha DBS (PDF)

Informativo. Discussão de elegibilidade é feita em consulta.